segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Hora do Planeta: todos no escuro contra o aquecimento


No dia 26 de março, às 20h30, será realizada a Hora do Planeta 2011. Em protesto ao aquecimento global, a ONG WWF convida, pela quarta vez, pessoas de todo o mundo a participar desta manifestação, apagando as luzes de suas casas, durante uma hora


Que tal ficar no escuro por 60 minutos para demonstrar que você, também, é contra o aquecimento global? Essa é a proposta da campanha Hora do Planeta, da ONG internacional WWF, que em 2011 convida todos a apagarem as luzes de suas casas, das 20h30 às 21h30, no dia 26 de março. 

A ideia é que não só a sociedade civil, mas também governos e empresas participem da mobilização mundial e protestem, juntos, contra o aquecimento global, para mostrar que ninguém está sozinho nessa luta e incentivar pessoas que ainda não aderiram à causa a fazer a sua parte pelo planeta. 

Esta é a terceira vez que o Brasil participa, oficialmente, da Hora do Planeta, que está em seu quarto ano consecutivo. O evento começou em Sydney, em 2007, e contou com a adesão de 2 milhões de pessoas. Em 2008, mais de 50 milhões apagaram suas luzes para participar da ação e, em 2009 e 2010, a Hora do Planeta atingiu mais de 1 bilhão de pessoas em milhares de cidades do mundo. 

Em 2011, a Hora do Planeta pretende conseguir ainda mais adeptos! Assista, abaixo, ao vídeo oficial da iniciativa e participe você também dessa grande mobilização contra o aquecimento global! 


Hora do Planeta 2011
Data: 26 de março
Horário: 20h30 às 21h30 

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

PNUMA lança relatório sobre Economia Verde


Investir dois por cento da riqueza gerada pela economia mundial (US$ 1,3 trilhão) em dez setores estratégicos pode ser o pontapé inicial para a transição rumo a uma Economia Verde, ou seja, com baixos níveis de poluição ambiental e de consumo de recursos naturais. É o que diz o relatório “Rumo a uma Economia Verde: Caminhos para o Desenvolvimento Sustentável e a Erradicação da Pobreza”, lançado nesta segunda-feira, dia 21, pela PNUMA. O documento sugere um modelo econômico que evitaria riscos, choques, escassez e crises cada vez mais inerentes na atual economia de alta emissão de carbono, além de ajudar a aliviar a miséria crônica.
As mudanças climáticas, a redução da biodiversidade, a frequente escassez de comida, o crescente abismo entre a demanda e o fornecimento de água doce, a destruição das florestas tropicais – são todos lembretes de que o equilíbrio e a generosidade da Terra não podem ser considerados eternos, destaca o documento.
O relatório aponta incentivos “perversos” que encorajam o comportamento não sustentável, incluindo a enorme quantia gasta anualmente com subsídios à produção de combustíveis fósseis e à indústria da pesca, cada vez mais predatória.
A ONU lançou um apelo aos líderes políticos, para que abram a cabeça e não tenham medo de inovar. Os dez setores identificados no relatório como fundamentais para tornar a economia global mais verde são: agricultura, construção, abastecimento de energia, pesca, silvicultura, indústria, turismo, transportes, manejo de resíduos e água.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

O planeta precisa de equilíbrio


Até o final de 2011, alcançaremos a marca de sete bilhões de habitantes no mundo. Em 1800, esse número era de um bilhão. Assustadora a diferença, não? Segundo projeção da ONU, até 2045 chegaremos a marca de nove bilhões de habitantes. Mas o que isso quer dizer?A cada segundo, nascem cinco crianças e morrem duas pessoas. Mais do que isso, a idade medida de óbito aumentou. Na década de 60, era de 53 anos. Hoje é de 69.
Segundo o site da revista ’National Geographic’, espaço é o que não falta. Todos os sete bilhões de habitantes do mundo podem, tranquilamente, ser colocados lado a lado, enchendo a cidade de Los Angeles, Califórnia – Estados Unidos.Essa constatação revela uma verdade absoluta: devemos conservar nossos recursos naturais. Não é de espaço que precisamos, mas sim de equilíbrio.
Para refletir sobre o assunto, a publicação está com um especial programado para 2011 – série de reportagens – sobre o crescimento da população mundial. É um alerta a todos! Vamos refletir sobre como ajudar a manter os recursos do nosso planeta. Vamos ajudar a reequilibrar o que é natural, antes que as próximas gerações não possam mais habitar o mundo.


sábado, 12 de fevereiro de 2011

A Era da Estupidez

Para qualquer pessoa que se preocupe com o estado de nosso planeta, este é um filme obrigatório. A diretora é a ex-baterista de rock e cineasta autoditada Franny Armstrong. Misto de documentário, ficção e animação, ele conta uma história estarrecedora: a da destruição da Terra, causada pela insensatez da humanidade


O trabalho deste filme é mais extremado do que Uma Verdade Inconveniente, mais independente (em grande parte financiado por dinheiro de indivíduos ou de grupos), e inovador também em sua distribuição (transmitido por link de satélite para 700 cinemas simultaneamente, em mais de 50 países). 


A estréia aconteceu em Nova York e as celebridades chegaram de bicicletas e carros elétricos, desfilando depois em um tapete verde, feito de garrafas de plástico recicladas. Cientistas trabalhando nas florestas tropicais da Indonésia e nas geleiras do Himalaia também faziam parte da platéia, dramatizando ainda mais o conteúdo do filme e sua seriedade - com um roteiro construído sobre cenários e modelos criados com rigor por acadêmicos. 


Depois da estréia, um evento de 40 minutos reuniu Kofi Annan, Gillian Anderson (de X-Files), e Thom Yorke, do Radiohead. Ah, e o acontecimento todo foi movido a energia solar. Com tudo isto, por sua mensagem e pela maestria de sua realização, tornou-se um cult instantâneo. Sua produção, e esta é uma informação coerente, emitiu 94 mil quilos de CO2.

Mas vamos à história, filmada nos Estados Unidos, Inglaterra, Índia, Nigéria, Iraque, Jordão e nos Alpes franceses. Estamos no ano 2055. No alto de uma gigantesca torre em um Ártico derretido, o Arquivista (Pete Postlethwaite, de Alien e O Jardineiro Fiel) cuida do acervo de todo o conhecimento e toda arte produzida pela humanidade, e a salvo da desolação do mundo - Londres inundada, o Taj Mahal em ruínas, Sidney em chamas, Las Vegas enterrada pela areia. Ele examina na tela de um computador centenas de imagens do passado e se pergunta: Por que não fizemos nada para impedir a mudança do clima, enquanto podíamos? Por que deixamos que o aquecimento passasse dos dois graus até 2015, provocando toda uma série de desastres?

Várias histórias correm paralelas, todas no tempo de hoje. Um homem que ajudou a resgatar New Orleans, depois do furacão Katrina, reflete sobre a indústria de combustíveis fósseis e o desperdício. Um empresário indiano se prepara para o lançamento de uma empresa aérea voltada para o público de baixa renda. Duas crianças iraquianas contam sua fuga da guerra e sua mudança para a Jordânia. Ingleses visitam as geleiras do Mont Blanc, na França, e são ensinados por um guia de 82 anos sobre seu derretimento. O pai desta família fala da frustração por ter tentado instalar uma pequena fazenda eólica em sua cidade do interior (coisa que o próprio Postlethwaite, morto em janeiro de 2011, tentou fazer, e uma das razões de ter sido escolhido para seu papel). Finalmente, uma nigeriana luta contra a miséria num país rico em petróleo e mergulhada na pobreza (sua região é a mais lucrativa para a Shell na nação, mas ela tem de lavar os poucos e pequenos peixes que consegue pescar com Omo e, como isto não lhe permite o sustento, parte para o mercado negro da venda de diesel).

Todas estas histórias transmitem, a seu modo, o mesmo recado: por imprudência, incompetência, falta de iniciativa e estupidez, podemos acabar sendo a única espécie do planeta a cometer um suicídio coletivo, apesar de todas as informações que temos à mão para impedir que isto aconteça.

O imenso museu do Arquivista, ao final do filme, é lançado para o espaço, a salvo de nosso Juízo Final. Alguns ambientalistas, como James Lovelock, acreditam que já é tarde demais, e que só nos resta mitigar os danos. Os negacionistas certamente torceram o nariz para o filme - para eles o consumismo e a fé no capitalismo como o conhecemos não podem ser abalados, e o crescimento irresponsável tem de continuar (em cujo caso podemos apenas rezar por um milagre).

Veja o trailler:


quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Coleta de lixo subterrânea?

Em Barcelona, existe um sistema diferente de coleta de lixo. A cinco metros abaixo das ruas existem tubulações que “sugam” o lixo depositado em lixeiras especiais a uma velocidade de aproximadamente 70 quilômetros por hora e levado às estações de reciclagem ou incineração (conforme infográficos abaixo).




Esse sistema é chamado “coleta pneumática” e já existem 600 redes assim espalhadas por 150 cidades no mundo. Com isso, evita-se o acúmulo de sacolas de lixo nas ruas, a coleta seletiva se torna obrigatória e não são mais necessários os caminhões de lixo.

Até 2018, a meta de Barcelona é atingir 70% da cidade com essa tecnologia, já que não é possível chegar a 100%, por conta de bairros com irregularidades no terreno, o que inviabiliza a instalação das redes.


NO BRASIL

Brasília, que abriu licitação para mudar a coleta de lixo, pode ser a primeira cidade do País a ter um sistema a vácuo subterrâneo. “Vamos apresentar o projeto ao governo distrital e disputar licitações”, diz o gerente da Envac no Brasil, Fábio Colella. Segundo ele, o projeto poderia ser inaugurado já em 2011. Colella diz que, desde 2007, a empresa estuda trazer a tecnologia a cidades como São Paulo e Rio. (do estadão ).


O que você acha de um projeto desses no Brasil? Será que demora muito para chegar aqui?

Fonte: Estadão


quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

10 cidades mais limpas do planeta!


Você já se perguntou qual seriam as 10 cidades mais limpas do planeta?
Bom, recentemente saiu o ranking que responde exatamente esta questão. A empresa de consultoria Mercer fez um levamento, elegendo e justificando as dez cidades mais limpas do mundo.
Infelizmente nenhuma cidade do Brasil, sequer da America do Sul, aparece na lista. Pois, que fique de alerta, certo? Encabeçando o ranking aparece Calgary, no Canadá, centro financeiro e comercial, onde estão localizadas as sedes das principais empresas petrolíferas do Canadá.
A cidade reformulou seu sistema de saneamento nos últimos dois anos com o programa Too Good to Waste, que busca diminuir a quantidade de resíduos enviados para aterros. A cidade também não mede esforços para reduzir os resíduos de construção civil e demolição, bem como o incentivo financeiro e programas de educação ambiental.
Em segundo lugar aparece Honolulu, capital do Havaí e principal porto das ilhas havaianas, com suas exuberantes áreas verdes, praias limpas e com a melhor qualidade de ar dos Estados Unidos. Em Honolulu, a água é filtrada através de rochas vulcânicas, fator que ajudou em seu posicionamento na lista.
Fechamos o pódio com Ottawa, capital do Canadá, que oferece uma impressionante qualidade de vida. O sistema de transporte público é totalmente integrado, dispondo de uma eficiente malha de rotas de ônibus e um sistema de metrô de superfície. Sem falar que diversas ruas são dedicadas exclusivamente ao tráfego de ônibus, bicicletas e pedestres.
Veja a lista completa abaixo e, mais que isso, lembre-se: para sua cidade entrar neste ranking um dia depende (para começo de tudo) de você!
As 10 cidades mais limpas do mundo:
1ºCalgary (Canadá)
2ºHonolulu (EUA)
3ºOttawa (Canadá)
4º Helsinque (Finlândia)
5º Wellington (Nova Zelândia)
6º Mineápolis (EUA)
7º Adelaide (Austrália)
8º Copenhague (Dinamarca)
9º Kobe (Japão)
10º Oslo (Noruega)
Fonte: SWU

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Por um Planeta mais Limpo


A campanha que pretende limpar as 14 principais cidades do Brasil acredita que pequenas ações individuais, quando adotadas por um grande número de pessoas, fazem toda a diferença e constroem um mundo sustentável
Consciente de que o lixo é uma questão essencial na agenda política da sociedade, a Atitude Brasil, empresa especializada em desenvolver projetos na área de comunicação social focada nos princípios da sustentabilidade, está trazendo numa parceria com a UNESCO e o Instituto Akatu, a experiência vitoriosa do projeto Let’s do it World! para o Brasil.
Em agosto de 2007, um grupo de ambientalistas teve a idéia de limpar a Estônia em um dia. O ponto importante da iniciativa era engajar o maior número possível de cidadãos e organizações de diferentes setores. Conquistá-los através de um objetivo comum: limpar o país e contribuir para reflexão da sociedade na mudança de atitude. O idealizador, Rainer Nolvak, ganhou por causa do Let’s do it! o prêmio de Voluntário do Ano por conseguir limpar seu país com ajuda de 50 mil voluntários. O sucesso da Estônia está percorrendo o mundo: Portugal, Espanha, Lituânia, Índia, Romênia, Letônia, Sérvia, Eslovênia, Nova Dhelli, Ucrânia, Irlanda, Finlândia, Montenegro, Macedônia, Hungria, Turquia, Croácia, Rússia, França, Polônia, Havaí, Islândia, Sri Lanka, Moldávia, Holanda, Bélgica, República Dominicana, Alemanha e Nova York.
O projeto Limpa Brasil – Let’s do it! é uma iniciativa bienal e pretende, através de ações sócio-educativas, criar uma consciência ambiental para que as cidades brasileiras possam ser limpas nos próximos 8/12 meses e se manterem limpas. É uma campanha de mobilização que visa, com a ajuda da sociedade civil, limpar o Brasil.
A primeira cidade a ser limpa será o Rio de Janeiro em março de 2011. O projeto irá atingir cerca de 14 cidades especificamente as que tenham no mínimo 1 milhão de habitantes. Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Goiânia, Manaus, São Paulo, Aracaju já estão confirmadas para participar do Limpa Brasil – Let’s do it!
A grande aliada da campanha será a educação, já que estamos vivendo na Década para o Desenvolvimento Sustentável. O planejamento, a logística, as estratégias de comunicação, o trabalho com os setores público e privado e com a sociedade civil terá como base a educação. Faça parte desse projeto e acredite, como nós, que é possível, com seriedade, compromisso e espírito empreendedor, limpar sua cidade em um dia ou em uma semana. Mais importante ainda: é possível mantê-la limpa para as próximas gerações.